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O que é CET e por que ele importa mais que a taxa de juros

Dois empréstimos com a mesma taxa podem custar valores muito diferentes. O CET é o que revela isso.

Por Redação Alolo · 02 de julho de 2026 · 4 min de leitura

O que o CET inclui

CET é a sigla de Custo Efetivo Total. Ele reúne, num único percentual, tudo o que você paga além do valor emprestado.

  • Os juros propriamente ditos
  • IOF (imposto sobre operações financeiras)
  • Tarifas administrativas e de cadastro
  • Seguros embutidos na operação
  • Qualquer outro encargo cobrado pela instituição

Por que a taxa isolada engana

Uma proposta pode anunciar juros de 2% ao mês e outra 2,3%. Parece que a primeira é melhor. Mas se a primeira embute um seguro obrigatório e uma tarifa de cadastro, o CET dela pode sair mais alto que o da segunda.

É por isso que comparar apenas a taxa de juros leva à decisão errada com frequência.

É obrigatório informar

O Banco Central exige que toda instituição informe o CET antes da contratação de operações de crédito com pessoas físicas, de forma clara.

Se você pedir o CET e a pessoa desconversar, mudar de assunto ou disser que 'não trabalha com isso', esse é um sinal forte para não fechar.

Como usar na prática

A comparação correta é sempre entre CETs, no mesmo prazo e no mesmo valor.

  • Peça o CET anual de cada proposta, por escrito
  • Compare propostas com o mesmo número de parcelas
  • Olhe o valor total pago no fim, não só o da parcela
  • Desconfie de parcela pequena com prazo muito longo: costuma esconder custo total alto

No cartão de crédito

No cartão, os custos que mais pesam são o rotativo e o parcelamento de fatura — historicamente os créditos mais caros do mercado brasileiro.

Antes de aceitar parcelar a fatura, peça o CET dessa operação. Muitas vezes um empréstimo pessoal comum sai bem mais barato que o parcelamento oferecido pelo próprio cartão.

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